O que te faz ganhar mais peso

À parte um metabolismo em rápido adormecimento, a culpa principal são as suas escolhas dietéticas.

Tem aqui muito para aprender e perceber a teoria clínica que explica porque fica com peso a mais, mas gostaria de voltar a referir os factos sobre a “evolução” debatidos anteriormente.

Com o tempo, evoluímos muito nos nossos hábitos alimentares. A mudança do período em que éramos caçadores para passarmos a agricultores, implicou três mudanças fundamentais – um estilo de vida mais sedentário, alimentação farta à escolha e uma mudança radical na nossa dieta. De alimentos que eram naturalmente benéficos na manutenção do peso correto, passamos para uma época de refeições “mais fáceis”e mais rápidas de conseguir e nos fornecem alimentos que fazem com que eventualmente ganhemos peso.

Em suma, aquilo que não faça parte de uma dieta “natural” é mais que certo que nos vai fazer ganhar peso. Quando digo natural não estou necessariamente a dizer que deve ir por aí fora desenfreadamente à procura de caça, ou vá colher fruta aos pomares, ou mesmo que cultive vegetais frescos no seu quintal (embora se tiver espaço para isso, porque não fazê-lo?…). Em vez disso, a ideia é concentrarmo-nos no que é “natural” para os nossos corpos, e cultivarmos isso.

O seu peso natural

Vou dar-lhe uma notícia chocante – a condição natural dos seres humanos é não terem peso excessivo.

É verdade que geneticamente há alguns indivíduos com predisposição para reterem mais gordura e outros mais escorreitos, mas mesmo que se aceitem tais variedades, a ideia geral é que nós não somos naturalmente gordos.

Em vez disso, a condição ideal (natural) para um corpo humano é manter-se equilibrado com o peso ideal através de uma dieta saudável e um exercício regular.

O peso natural é o do corpo ideal – nada que seja forçado ou conseguido artificialmente. O que atualmente se considera artificial é o seu peso corrente, especialmente se for excessivo.

Existe uma transformação profunda entre o paradigma atual sobre o que se considera normal pensar-se sobre a responsabilização de se ter peso a mais, e o enfoque na sua redução até se chegar ao “ideal” no peso desejado. Já não se trata só de começar a ver-se livre do peso adicional – está-se também a remover o peso obtido “artificialmente” graças aos maus hábitos alimentares (que lhe vou ensinar a alterar mais à frente nesta série) e a lutar para fazer regredir ao peso natural do seu corpo.

Uma vez que comece a aceitar este princípio, vai verificar também que se torna muito mais fácil manter-se no peso ideal quando lá chegar – isso torna-se natural e adequado ao seu corpo.

Alimentos Gordos

As gorduras são a preocupação principal de quem quer perder peso – o tema de muitas dietas é evitar alimentos gordos, escolhendo as modalidades “light” (leite magro, iogurte de baixas-calorias, bebidas “diet”) e geralmente adotam uma dieta com baixo nível de gordura.

Há uma boa razão para tudo isto – a grande culpa dos problemas de peso atuais reside nos açúcares refinados e nos alimentos “fast-food” cheios de gordura. Tem tendência para os doces (quem não tem)?

A menos que possa manter um controlo apertado sobre os seus desejos (ou encontre alternativas apropriadas), isso é complicado. Gosta de “fast-food”? Outro problema que tem de enfrentar e encontrar alternativas baixas em gordura, doutra maneira terá problemas de peso a muito curto prazo.

No entanto, a gordura só por si não é pecado – em excesso é que nos causa tantos problemas. Os nossos corpos necessitam de gordura para funcionar corretamente – geralmente entre 15 a 20 por cento da nossa dieta. Em determinadas proporções, até pode realmente ser boa para nós.

O objectivo que se pretende é este: concentre-se em reduzir a gordura da sua dieta (em vez da excessiva condenação “do índice de gordura” de cada alimento e a tentativa de a eliminar por completo da sua dieta). Como sempre, a chave está em manter-se um equilíbrio. Apesar de tudo, os nossos antepassados caçadores consumiram uma quantidade considerável da gordura animal – no entanto o resto da sua dieta era variado e equilibrado o suficiente para os ajudar a manterem o seu peso natural.

Lute contra os hidratos de carbono

Surpreendentemente, os alimentos gordos não são o único problema com que se debatem aqueles que só têm “um bocado de peso a mais” – digamos para aí uns 5 ou 8 quilos para além do que considerariam o seu peso natural. Em vez disso, independentemente do que quer que fizessem, nada os levaria a fazer reduzir o seu peso depressa, a menos que enveredassem por uma privação radical da comida ou pelo menos o exercício suplementar de uma hora diária.

O problema reside na falta de informação

Com o objectivo de eliminar/reduzir a gordura das nossas dietas, a maioria dos “especialistas” recomendam imediatamente que os interessados se concentrem na perda de gordura – desprezando qualquer atenção ao facto de que qualquer excesso efetuado nos outros dois factores (hidratos de carbono e proteínas) contribuirão só por si para um problema sério na saúde e no peso.

Os hidratos de carbono são uma parte essencial de uma dieta saudável (bem como as proteínas e gorduras). No entanto, os alimentos processados de hoje, contêm uma quantidade extraordinária de hidratos de carbono – consequentemente, verifica-se uma frequente substituição das gorduras para se cair na armadilha dos hidratos de carbono.

Atualmente, pensamos fazer tudo o que podemos para perder peso, mas acabamos por ainda ganhar peso, devido a um excesso de hidratos de carbono na nossa dieta.

Se quiser perder peso (e mantê-lo inalterado), corte já com uma dieta elevada em hidratos de carbono.

Se comer alimentos processados, encontre outras alternativas que mesmo sendo agradáveis ao paladar, lhe forneçam menos hidratos de carbono do que os que substitui. Uma táctica comum com bons resultados na eliminação de hidratos de carbono em excesso, passa por alternativas à base de grãos completos – comer pão escuro e arroz integral em vez dos seus equivalentes brancos.

Isto é, naturalmente, mais fácil de dizer do que fazer. Os hidratos de carbono estão hoje presentes, em grande parte da alimentação que fazemos pensando que está correta – sumos, “snacks”, sobremesas magras e em quase tudo que é destinado a satisfazer a “gulodice”.

Então o que têm de mal os hidratos de carbono? Por um lado, os hidratos de carbono especialmente nos alimentos processados, são concebidos para nos darem quantidades imediatas de energia – isto é, que podemos usar de imediato na atividade física tal como em desportos ou numa sessão de treino físico. Se não for fisicamente ativo, os hidratos de carbono ficam armazenados como reserva pelo seu corpo para o futuro – em forma de gorduras.

Qualquer quantidade de hidratos de carbono que não seja consumida transforma-se em gordura.

Além do mais, uma dieta elevada em hidratos de carbono não enche tanto como uma dieta variada e equilibrada com fibras e proteínas. Consequentemente, pode sentir-se tentado a comer mais porque tem fome, apesar de já ter comido mais calorias do que as necessárias. Esta é uma faca de dois gumes.

Se não comer mais, sentirá que se está a martirizar a si próprio. Se ceder às tentações e comer mais, acabará por ganhar muito peso.

E tudo isto porque está a adotar uma dieta artificialmente elevada em hidratos de carbono.

Diminuindo a “Gordura” – Naturalmente

Isto soa-lhe como um aviso? Anteriormente falamos em realçar o que era “natural” para os nossos corpos em termos de dieta. Os hidratos de carbono formam uma parte reduzida dessa dieta natural, e são sempre compensados por proteínas, gorduras e fibras. Por outro lado, a dieta natural está destinada a um estilo de vida ativo – se não fizer desporto, ou não apreciar o exercício físico, então a pergunta é, o que deve fazer para cortar os factores prejudiciais da sua dieta?

Na próxima sessão, dir-lhe-ei não apenas o que deve comer, mas ainda como planear sua dieta, de modo a que possa efetivamente desenvolver um metabolismo eficiente para que possa perder peso.

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