Metabolismo lento e a perda de peso

O nosso metabolismo não está apenas mais lento – está gravemente adormecido!

Qual é o caminho que estamos a trilhar? Deixe-me recordar-lhe quais são os factos mais críticos que se nos apresentam:

Os nossos corpos não estão habituados a comer tão poucas vezes (3 refeições por dia) – isto retarda o nosso metabolismo porque o corpo é levado a pensar que vai ter acesso a menos alimentos (refeições mais frequentes mas menores quantidades) e queima consequentemente menos calorias durante o dia para armazenar energia.

Cada refeição atual é “mais forte” – isto é, comemos mais em cada refeição (mesmo pensando que estamos a fazer menos refeições). Isto é interpretado pelos nossos físicos como uma medida de segurança – uma ordem para que armazenemos energia. Essencialmente, desde que começamos a comer “mais” por cada refeição e com menos refeições no total, os nossos corpos interpretaram isto como um sinal de que os alimentos já são escassos – deste modo fazem com que o nosso metabolismo queime menos calorias. Ou seja refeições maiores e mais espaçadas, podem fazer com que ganhe peso mesmo que pareça que está a comer muito pouco.

Como nosso organismo esta acostumado

Os nossos corpos não estão habituados a comer dietas elevadas em hidratos de carbono – trata-se de uma transferência drástica relativamente à  dieta original em proteínas e gorduras (com poucos hidratos de carbono, excepto as frutas) e é interpretado por sua vez pelos nossos corpos como um sinal de que a nossa dieta “regular” não está disponível, pelo que os nossos metabolismos vão ter agora de ser reduzidos para uma velocidade mais lenta, a fim de conservar a “energia” até que possamos voltar à nossa dieta “normal”.

Quase que se pode dizer com isto, que esta mudança provocou no nosso metabolismo uma hibernação virtual!

Além disso, como os nossos níveis de atividade são hoje muito menores, não conseguimos “queimar” todo o conjunto de hidratos de carbono e as quantidades remanescentes vão-nos fazer aumentar vários quilos (mesmo que estejamos a consumir menos calorias do que é habitual).

Como a inatividade corporal não é uma estado natural – devemos exercitar-nos nem que seja por uma atividade ligeira -, pode levar a que o nosso metabolismo seja sobrecarregado e assim fazer com que

os corpos queimem mais calorias. Sem os mesmos níveis de atividade anterior (e como vivemos numa sociedade cada vez mais sedentarizada – o preço que pagamos pelo desenvolvimento tecnológico), queimamos menos calorias. Assim basicamente, os nossos metabolismos, por causa destas mudanças de hábitos alimentares, “estão a ser programados” para conservar as calorias. Ainda para mais a nossa falta da atividade física (desporto, exercício, trabalho manual, etc.) implica que estejamos a queimar muito menos calorias que ancestralmente.

Qualquer destes factos, poderiam ser controlados só por si. Se for pouco ativo pode provavelmente comer um pouco menos e mesmo assim controlar os danos, mas e se o seu metabolismo foi afetado seriamente pelas mudanças produzidas milenarmente nos hábitos alimentares, pelas dietas ricas em hidratos de carbono? Pode encarar seriamente a possibilidade de somente perder peso comendo menos (um processo que faça com que o seu metabolismo seja retardado mesmo a fundo e prejudique ainda mais o seu peso)?

O nosso metabolismo “tem sido forçado permanentemente” a conservar calorias, e os nossos hábitos alimentares são os culpados principais por via duma evolução social de milhares de anos. Esta é uma razão muito válida para justificar por que é recomendado o exercício como sendo o melhor método de perder peso – sem qualquer pressão externa no nosso metabolismo, não há mais nada nos nossos hábitos alimentares que possa retificar os desequilíbrios do nosso metabolismo, causados pelo desequilíbrio da equação basilar.

No artigo seguinte, falar-lhe-ei das etapas específicas que necessita percorrer para mudar os seus hábitos alimentares, recarregando o seu metabolismo de modo a que possa manter ou reduzir seu peso atual, quase sem se esforçar e à sua vontade. De facto, vou-lhe mostrar como perder peso de maneira segura fazendo apenas algumas pequenas mudanças no seu estilo de vida, tudo isto sem o obrigar sequer a fazer nenhum exercício.

Seu cardápio e a labirintite

Com ajustes na alimentação, é possível driblar as crises típicas desse problema que interfere no equilíbrio e na qualidade de vida de uma porção de gente

De repente parece que os pés perdem o apoio e o mundo gira, deixando o corpo desorientado no espaço. Não raro a tontura é acompanhada de um zumbido chato, surdez, náuseas, vômito, suor frio e palpitações. Para quem tem labirintite, como chamamos os distúrbios que acometem o labirinto, uma estrutura dentro da orelha, esses sintomas são familiares. E não é difícil entender por quê. Afinal, é nesse órgão que estão localizados os responsáveis por reger nossos centros de equilíbrio e audição. Logo, quando seu funcionamento é prejudicado, essas funções entram em pane, resultando nos infortúnios descritos acima.

comida para labirintite

A história complica um pouco na hora de apontar suas causas. Afinal, a lista é extensa: de doenças vasculares a disfunções hormonais, mais de 300 encrencas podem afetar o labirinto. “Na maioria das vezes os problemas ali são a campainha de alerta, e não o incêndio”, avisa Arnaldo Guilherme, otorrinolaringologista da Universidade Federal de São Paulo. Sendo assim, além de investigar o motivo do fogaréu, faz-se necessário controlá-lo para livrar o órgão de enrascadas. E, para isso, é bom ficar de olho em um fator pouco comentado: a alimentação.

Nesse quesito, um dos principais inimigos do ouvido interno é o açúcar, escondido não só em guloseimas como chocolate, sorvete e bolachas recheadas como também em pães, tortas, bolos e massas feitos com farinha refinada. “Quando o indivíduo tem alterações na maneira de processar os carboidratos, ingerir muito açúcar pode interferir nas estruturas do labirinto, fazendo com que ele mande mensagens erradas ao cérebro”, conta o otorrino Ítalo Medeiros, do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Para saborear uma sobremesa sem riscos, o jeito é apostar no consumo de frutas como banana, abacaxi, maçã e pera. “Quem quiser um prato mais elaborado pode levá-las ao forno com um pouco de canela”, sugere a nutricionista Roseli Rossi, da clínica Equilíbrio Nutricional, na capital paulista.

O sal não fica atrás quando se fala nos perturbadores do labirinto, já que está relacionado ao aumento da pressão nos vasos. “Isso dificulta a irrigação e a chegada de nutrientes à parte interna da orelha”, explica Guilherme. O primeiro passo para brecar esse engarrafamento é trocar o condimento por temperos naturais, como alecrim, cebolinha, sálvia e salsinha. Depois, é preciso aprender a dizer não aos alimentos ricos no ingrediente, entre os quais estão os salgadinhos, empanados, sopas prontas e lanches de fast food, e dar preferência a opções mais saudáveis, como biscoitos com pouco sal e sanduíches cheios de vegetais.

A lista de itens que merecem atenção no cardápio de quem tem episódios de vertigem não para na dupla sal e açúcar. Segundo Rita de Cássia Guimarães, otoneurologista da Universidade Federal do Paraná, é fundamental evitar o consumo de alimentos que estimulem demais o labirinto, como a cafeína presente no café e nos refrigerantes, especialmente naqueles à base de cola, e a teína encontrada nos chás de plantas e ervas, sem contar o chimarrão.

Abdicar do cafezinho de uma hora para a outra não é tarefa fácil. Com isso, sua versão descafeinada até pode ser uma alternativa, ainda assim apenas nos períodos em que as crises estiverem controladas. Isso porque mesmo ela tem doses menores de cafeína. “Durante o tratamento, é melhor cortar de vez a substância”, frisa Medeiros. Nesses momentos, a recomendação é investir em chás de frutas. Já para ocupar o lugar dos refrigerantes, não tem conversa: a água de coco e os sucos naturais são os melhores candidatos.

Na turma dos excitantes labirínticos, é impossível deixar de mencionar as bebidas alcoólicas. “Elas podem causar uma intoxicação aguda e, assim, favorecer o aumento na densidade dos líquidos labirínticos. O resultado disso são vertigens agudas e intensas, vômitos e problemas na coordenação motora e nos reflexos”, explica Rita. Portanto, caro leitor que vez ou outra vê tudo rodopiar, na próxima happy hour com o pessoal do escritório, uma ótima pedida para driblar a zonzeira é tomar coquetéis e cerveja sem álcool em vez de um chope ou uma caipirinha — o gosto não é o mesmo, mas pelo menos o copo não fica vazio.

Vale deixar claro que os cuidados para se safar dos surtos de labirintite não ficam restritos à avaliação cautelosa daquilo que vai à mesa. Cultivar outros hábitos saudáveis é igualmente importante no combate às tonturas. Entre eles, os especialistas destacam aquele que é quase um mantra: comer a cada três horas. “O labirinto precisa de um aporte constante de glicose e oxigênio para exercer suas funções. Ficar de jejum, portanto, não é uma boa ideia”, comenta a nutricionista Roseli Rossi. Outra indicação clássica que não deve ser ignorada por quem tem o problema é hidratar- se com aproximadamente 2 litros de água por dia. “Ela é essencial para todas as reações biológicas que ocorrem no corpo”, diz a nutricionista funcional e personal diet Luciana Harfenist, do Rio de Janeiro.

Para completar, procure ficar longe do tabaco. O vício, como você já deve estar cansado de ouvir, só tende a lesionar o organismo. E para quem sempre vê o mundo girar a história é ainda pior: “Por causa da nicotina e de uma série de outras substâncias, o cigarro mostra-se tóxico para o labirinto”, conta a otoneurologista Rita Guimarães. Enfim, zelar por esse órgão não só torna os episódios de vertigem menos frequentes como também garante uma saúde de ferro.

Estrutura delicada

Segundo Rita de Cássia Guimarães, otoneurologista da Universidade Federal do Paraná, o labirinto possui uma irrigação sanguínea peculiar, proveniente de um único ramo arterial. Dessa forma, a nutrição inadequada das células presentes na região podem facilitar o desenvolvimento de doenças labirintíticas.

Se o problema é sintoma

Na maioria das vezes o labirinto só entra em parafuso por causa de doenças já instaladas no organismo. Conheça as principais e não dê bobeira

Hipertensão

O aperto nas artérias dificulta a chegada de sangue e nutrientes à orelha interna. A consequência, em longo prazo, pode ser a labirintite.

Hipotireoidismo

Quando o ritmo de trabalho da glândula tireoide diminui, o organismo todo sofre com a falta de energia. Inclusive o labirinto.

Colesterol e triglicérides elevados

Eles deixam o sangue mais espesso e, como os vasos próximos ao ouvido são fininhos, a circulação na área fica congestionada.

Diabete

O sobe e desce de açúcar no sangue é capaz de atrapalhar as tarefas desempenhadas pelo labirinto. Aí o sinal de alerta é a tontura.